quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Atividade IV - As sereis do ensino eletrônico.

Atividade IV - Comentário da texto: As sereias do ensino eletrônico.

“Em vez da transmissão unidirecional de informação, valoriza-se cada vez mais a interação e a troca de informação entre professor e aluno.”

O uso das novas tecnologias está relacionado a uma nova dinâmica aluno/professor. De nada servirá os recursos tecnológicos se eles forem usados de acordo com as metodologias que visam apenas o conteúdo. As TIC´s não são mais um espaço para se enfiar os conteúdos da antiga escola, mas sim local de interação entre professores, alunos, pais e sociedade. Os processos de interação e a habilidade para gerenciar e utilizar as informações deve ser priorizado. A informação deve ser transformada em conhecimento.

“Voltemos então aos nossos dias. Visitemos uma escola bem equipada em termos tecnológicos. Consultemos o manual de regras de uso da rede. Provavelmente, vamos encontrar lá mais proibições do que possibilidades: não se pode usar correio eletrônico, não se pode copiar arquivos da internet, há filtros e bloqueios de todos os tipos, o uso dos computadores é estritamente regulamentado, há cartazes em todas as paredes advertindo para as punições de quem não cumprir as regras. Qual é a mensagem que o aluno entende de tudo isso? Que as tecnologias vieram para dar-lhe mais espaço de criação?”

“Em primeiro lugar, a preponderância da mentalidade de muitos dos tecnologistas (administradores de rede e projetistas de software), acostumados aos regulamentos e proibições do ambiente corporativo. Em segundo lugar, a preponderância da mentalidade de muitos dos administradores escolares, acostumados aos regulamentos e proibições do ambiente escolares. Em terceiro lugar, o modelo de disponibilização de equipamentos e tecnologias, em que escolas e professores são meros consumidores desses caros artefatos tecnológicos (SIPITAKIAT: 2002). Portanto, a forma de disponibilização e as mensagens ocultas no uso das novas tecnologias são tão importantes como a decisão de usá-las (BLIKSTEIN: 2002).”

Não concordo com o autor neste ponto de seu discurso, as regras existem e tem seus propósitos que não são contra os aprendizes. O objetivo principal das regras e regulamentos é manter o bom funcionamento dos equipamentos, evitando que eles sejam mal utilizados e venham a se danificar. Também tem por função estabelecer uma organização no uso das TIC´s de forma que todos tenham acesso aos recursos. Lidamos com alunos que não tem a consciência da preservação dos equipamentos da escola, acham que por ser da escola e não deles, pode estragar que não tem problema. Outra situação é que muitos não são alfabetizados digitalmente, logo quando usam a internet estão sujeitos e sites maliciosos que podem destruir os computadores. Há também aqueles alunos conhecem um pouco mais de informática e tentam alterar configurações de máquinas para que elas parem de funcionar. Imagine se não existissem as regras, os equipamentos não durariam muito tempo, os computadores viveriam sem condições de uso em constante manutenção, não seria possível o uso das TIC´s. É claro que algo tem que ser feito e é necessário mostrar aos alunos os regulamentos e regras e motivá-los e preservar os materiais da escola, gerando uma consciência em cada aluno. Os aprendizes devem aos poucos serem alfabetizados digitalmente, desenvolvendo suas habilidade e aprendendo a usar as tecnologias de forma segura. Com a mudança de mentalidade, o aluno terá mais liberdade e por conseqüência terá mais espaço criativo. Procuro agir desta forma e acredito até que num futuro distante as muitas regras que existem hoje possam diminuir a umas poucas recomendações de uso. Vale destacar que a idade do aluno é relevante pois com crianças mais novas a mentalidade de uso liberal já pode ser trabalhada desde cedo. Quando for maior, saberá como usar seus direitos a tecnologias. Mas com crianças de idade avançada, com alguns conceitos de indisciplina e falta de respeito já formados, se faz necessário um período de transição.

Nenhum comentário: